CelulasEstaminais_01

Perguntas frequentes

Esclareça aqui as suas dúvidas sobre as células estaminais, a criopreservação e a Crioestaminal

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Perguntas Gerais

Porque não recolher células estaminais do meu filho quando ele for maior (mais velho)?

À medida que o tempo passa, as células estaminais envelhecem como o resto do corpo. No indivíduo adulto as células estaminais têm menos vitalidade e são mais dificilmente diferenciáveis. Por isso, se se pretender guardar as células estaminais, estas devem ser colhidas quando a pessoa é jovem. O cordão umbilical constitui a melhor oportunidade para colher células estaminais jovens e vitais em grande número e em maior variedade do que ao longo da vida. Células estaminais mais jovens são mais facilmente expandidas e mais facilmente diferenciáveis.

A que temperatura deve ser efetuado o transporte do sangue e tecido do cordão umbilical até ao laboratório?

O sangue e o tecido de cordão umbilical devem ser transportados para o laboratório, onde será feito o processamento, à temperatura ambiente. O recipiente onde é transportado confere proteção contra grandes variações de temperaturas.

O que é que acontece se, por algum motivo, as amostras não puderem ser colhidas?

No caso da amostra de sangue ou tecido do cordão umbilical não ser colhida, cessam todas as obrigações dos pais para com a Crioestaminal. No entanto, não podemos devolver o valor até aí cobrado, uma vez que o mesmo se refere ao pagamento do kit, ao transporte do kit e a despesas administrativas.

Existe alguma relação entre o volume de sangue do cordão umbilical recolhido e o número de células estaminais?

Normalmente, quanto maior o volume de sangue do cordão umbilical recolhido maior será o número de células estaminais que poderão ser criopreservadas.

A recolha do sangue do cordão umbilical é dolorosa ou envolve algum risco para a mãe?

Não, o procedimento não envolve qualquer tipo de perigo nem provoca qualquer tipo de dor à mãe ou ao bebé. Quando a recolha é efetuada, o bebé encontra-se já desligado do cordão umbilical, o que significa que a técnica é totalmente não-invasiva.

O que é a doença do enxerto contra hospedeiro?

É uma complicação que pode ocorrer após transplantes alogénicos, na qual as células imunitárias do dador atacam os tecidos do paciente transplantado. É mais frequente após transplantes com medula óssea do que com sangue do cordão umbilical. A doença aguda atinge principalmente a pele, o fígado e o tubo digestivo. Em transplantes autólogos não há risco de doença do enxerto contra hospedeiro e em transplantes alogénicos relacionados (familiares) com sangue do cordão umbilical o risco é muito menor do que em transplantes alogénicos relacionados com medula óssea. O risco de doença do enxerto contra hospedeiro é maior em transplantes não-relacionados. As células estaminais do tecido do cordão umbilical foram já usadas no tratamento da doença do enxerto contra o hospedeiro aguda.

Se um membro da família do dador adoecer e houver possibilidade de aplicar as células estaminais guardadas, como é que se sabe se as células são compatíveis?

Será necessário fazer um teste de compatibilidade HLA (antigénios de leucócitos humanos) entre o dador (criança cujas células estaminais foram criopreservadas) e o doente. Neste teste são analisados seis parâmetros e, pelo menos quatro ou cinco devem ser compatíveis. Caso contrário, existe risco de haver rejeição quando as células forem transplantadas no doente. É em caso de irmãos (filhos do mesmo pai e da mesma mãe) que é maior a probabilidade de encontrar uma maior compatibilidade, sendo 25% a probabilidade de serem totalmente compatíveis.
À medida que o grau de parentesco se vai afastando, a probabilidade vai diminuindo. No entanto, para um transplante com células estaminais do cordão umbilical a compatibilidade não precisa de ser total, nem tão elevada como no caso de transplantes com medula óssea. Para além da histocompatibilidade, o sucesso do transplante vai depender de vários fatores: da condição física do paciente, do tipo de doença, entre outros.

O que é o banco Materno Fetal e para que serve?

Durante o processamento da amostra a Crioestaminal armazena paralelamente um conjunto de amostras composto por:
• Um fragmento do tecido do cordão umbilical;
• Uma amostra de plasma do sangue do cordão umbilical (SCU);
• Uma amostra de glóbulos vermelhos do SCU;
• Uma de plasma do sangue periférico materno.
Estas amostras constituem o que designamos por banco Materno Fetal. Deste modo, e mediante necessidade, poderão realizar-se, a qualquer momento, testes de índole genética, análises serológicas, despiste de hemoglobinopatias, entre outras, sem recorrer à amostra principal.

Depois de receberem o meu pagamento, quanto tempo demorará o kit de recolha do sangue e tecido do cordão umbilical a chegar a minha casa?

Regra geral, a Crioestaminal procede ao envio do kit de recolha no dia em que a inscrição e o respetivo pagamento da taxa de processamento (1ª Parte) se verificarem, sendo geralmente o kit entregue um ou dois dias depois.

Em caso de gémeos preciso de mais do que um kit de recolha de sangue e tecido do cordão umbilical?

Sim. No caso de gémeos é necessário 1 kit de recolha de sangue e/ou tecido do cordão umbilical para cada bebé, sendo dada uma redução de 50% na segunda prestação para o segundo bebé. No caso de trigémeos será feita uma redução de 50% na segunda prestação para os segundo e terceiro bebés.
No entanto, é importante que os pais saibam que no caso das colheitas do cordão umbilical de gémeos, as amostras têm em média um volume de sangue menor e como tal um número de células inferior.

É possível vender as células estaminais do nosso filho?

Em circunstância alguma é possível vender as células estaminais do sangue ou tecido do cordão umbilical. Para resgatar as células, para além da autorização escrita dos pais ou do tutor da criança, é necessária uma requisição escrita pelo médico assistente, que declare haver necessidade das células estaminais para realizar um transplante na criança ou em alguém da sua família.

Quantas amostras foram já solicitadas à Crioestaminal para realização de transplantes?

Em Portugal, a Crioestaminal tem a maior experiência na libertação de amostras de sangue do cordão umbilical para o tratamento de doenças, com 7 amostras já utilizadas. O 1º transplante foi realizado, em 2007, para o tratamento de uma Imunodeficiência Combinada Severa (SCID), num transplante alogénico entre irmãos. Desde então, mais 6 amostras guardadas pela Crioestaminal foram utilizadas num tratamento experimental, conduzido na Duke University (USA), para o tratamento de crianças com paralisia cerebral.

Quem mais, para além do nosso filho, poderá usar as células estaminais dele?

Em princípio, qualquer membro da família que seja compatível poderá usar as células estaminais do vosso filho, desde que requisitadas através de pedido escrito pelo médico assistente, e também, desde que seja dado o consentimento (escrito) dos pais.

De quem será a responsabilidade do transporte da amostra criopreservada se e quando as células estaminais vierem a ser necessárias para realizar um transplante?

Quando as células estaminais forem requisitadas para a realização de um transplante, elas serão libertadas de modo a estarem disponíveis na data e locais acordados para o transplante. Os procedimentos de regaste e transporte das amostras são da responsabilidade da Crioestaminal.

Como é feita a marcação para transporte do sangue e tecido para o laboratório de criopreservação?

Após o parto, os pais devem telefonar para a Crioestaminal, que contacta a empresa que irá fazer o transporte. A empresa transportadora irá recolher as amostras de sangue e do tecido (caso tenham optado por guardar) do cordão umbilical no local solicitado e irá transportá-las para o laboratório de criopreservação. Os custos de transporte estão incluídos no preço pago pelo cliente (90 Euros), sendo apenas necessário mencionar que é um cliente da Crioestaminal.

Quando é que os pais devem pedir à Crioestaminal o envio do kit de recolha do sangue e tecido do cordão umbilical?

Para se ter a certeza que o kit de recolha chega a tempo, e considerando que o bebé pode nascer antes da data prevista, recomendamos que os pais nos peçam o envio do kit de recolha do sangue e tecido do cordão umbilical, pelo menos um mês antes da data prevista para o parto, mas preferencialmente dois meses antes, para poderem ler com atenção todas as indicações que são enviadas com o kit. Contudo, a adesão ao serviço em data mais próxima do parto não inviabiliza a recolha das células estaminais, desde que esteja assegurado o cumprimento de todos os requisitos necessários. Caso a data do parto esteja próxima,os pais devem entrar em contacto telefónico com a Crioestaminal.

Com a criação do banco público de criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical, qual a vantagem que tenho em fazer este serviço com a Crioestaminal?

A coexistência de bancos públicos e privados de criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical é uma realidade na maioria dos países desenvolvidos e Portugal não é exceção. Os pais podem optar por guardar as células estaminais do sangue do cordão umbilical dos seus filhos num banco privado de uso familiar, como a Crioestaminal, em que a propriedade da amostra se mantém na família pelo período de tempo acordado, ou no banco público. Neste último, as amostras de sangue do cordão umbilical são doadas, podendo ser usadas pela população em geral, não estando garantida a disponibilidade da amostra para o bebé ou para um familiar compatível. Para além disso, num conjunto de possíveis futuras aplicações clínicas, nomeadamente na área da medicina regenerativa, a utilização autóloga será sempre a preferencial. Nestes casos, só os bancos privados poderão garantir essa possibilidade de utilização.
Veja as diferenças entre os Bancos Públicos e os Bancos Privados.

Quais são as vantagens do serviço da Crioestaminal em relação a outras empresas?

Existem várias vantagens, nomeadamente no que respeita à garantia de qualidade e segurança do serviço prestado, bem como a maior experiência no armazenamento e na libertação de amostras de sangue do cordão umbilical para o tratamento de doenças.
A partir de 15 de fevereiro de 2012 todas as famílias que aderirem ao serviço, beneficiarão de um APOIO AO TRATAMENTO, até 20.000€, em caso de utilização das células estaminais do sangue do cordão umbilical, para as doenças que, a esta data, são tratáveis com SCU.
É um apoio para o próprio, ou para familiares compatíveis que necessitem do tratamento.
Inclui despesas inerentes ao tratamento, despesas de deslocação, viagem e estadia para o paciente e acompanhante.
Adicionalmente, a Crioestaminal presta acompanhamento Médico Personalizado para esclarecer as famílias durante o tratamento.
Para conhecer todas as vantagens clique aqui.

O que são células estaminais?

As células estaminais são células indiferenciadas que podem ser expandidas, podem autorrenovar-se e diferenciar-se em diferentes tipos celulares. Existem diferentes tipos de células estaminais. Durante o desenvolvimento embrionário, estas células especializam-se, originando os vários tipos de células do corpo, desde as células do músculo cardíaco, células nervosas, glóbulos vermelhos ou células da pele, etc. Mais tarde, no indivíduo adulto, as células estaminais reparam tecidos danificados e substituem as células que vão morrendo. As células estaminais desempenham um papel crucial na saúde e bem-estar de cada um de nós, podendo ser usadas em transplantes para curar doenças em que os tecidos foram perigosamente danificados.

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Laboratório

Como é que eu posso ter a certeza de que o laboratório trabalha de acordo com as mais recentes normas de qualidade?

A Crioestaminal é uma empresa certificada pela norma ISO 9001 e encontra-se autorizada pelo Ministério da Saúde, através da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST), quer para o processamento e criopreservação do sangue do cordão umbilical, quer para o tecido do cordão umbilical.
Em 2010 tornou-se no único laboratório de criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical em Portugal acreditado pela Associação Americana de Bancos de Sangue (AABB). Desta forma, passámos a fazer parte do restrito leque de quatro empresas europeias detentoras da acreditação da AABB. Esta acreditação certifica que os nossos processos se apresentam em conformidade com o estabelecido pela AABB no que diz respeito às fases de colheita, processamento, teste, distribuição e administração das células estaminais do sangue do cordão umbilical.
O laboratório de criopreservação de células estaminais da Crioestaminal foi construído tendo em conta os mais rigorosos padrões internacionais. Não foi descurado nenhum aspeto , nomeadamente no que se refere à qualidade e segurança das instalações e dos equipamentos. Ao nível dos equipamentos foi adquirida a tecnologia de ponta para o processamento do sangue do cordão umbilical e para o armazenamento das células estaminais, bem como, sistemas topo de gama para o tratamento e monitorização do ar atmosférico das salas (“Clean Rooms”), controlo de acessos, gravação de imagem (a funcionar 24 sobre 24 horas, 365 dias por ano), sistemas de estabilização de energia, backup energético (que entrará em funcionamento no caso de ocorrer uma falha de energia), enchimento automático dos recipientes de azoto com monitorização contínua e alarme à distância, sistema de deteção de incêndios em fase precoce e muito mais para garantir sempre os mais elevados padrões de qualidade e segurança no nosso serviço. Para além do cumprimento rigoroso das normas em vigor no que diz respeito à construção, instalação e segurança do laboratório, a Crioestaminal conta com uma equipa de profissionais altamente qualificados, doutorados, mestres e licenciados que asseguram o rigoroso funcionamento da sua atividade laboratorial, seguindo as normas e diretivas existentes relativas aos procedimentos técnicos de processamento, análise e criopreservação das amostras de sangue e tecido do cordão umbilical.

São efetuados testes regulares às células estaminais criopreservadas e comunicados esses resultados ao cliente?

Não. As amostras de sangue e de tecido do cordão umbilical dos nossos clientes são analisadas à chegada ao nosso laboratório, durante o processamento da amostra e no final do mesmo. Depois, são congeladas e criopreservadas sendo descongeladas apenas se houver necessidade de resgate. Durante o tempo em que se encontram criopreservadas as amostras não são analisadas.
No entanto, são realizados mensalmente testes de viabilidade celular em amostras de sangue do cordão umbilical que designamos por “amostras teste”, que resultam de doações de alguns pais que não pretendem fazer criopreservação. Estas amostras teste são processadas e armazenadas nas mesmas condições que as amostras dos nossos clientes e são descongeladas periodicamente. Assim, os testes de controlo de qualidade do processo de criopreservação são efetuados em amostras de sangue do cordão umbilical que nunca serão usadas para fins clínicos, não pondo em risco as amostras dos nossos clientes, mas mimetizando as condições que estas se encontram ao longo do período de armazenamento.

O Laboratório funciona 7 dias por semana?

Sim. O laboratório da Crioestaminal está aberto aos domingos e feriados para garantir que o sangue do cordão umbilical é processado no mais curto espaço de tempo e assim garantir que as células estaminais mantêm todas as suas características originais.

Quem é que tem acesso ao laboratório?

O acesso ao laboratório é bastante restrito. Apenas os funcionários autorizados têm acesso à unidade de criopreservação. Por outro lado, está implementado um rigoroso sistema de vigilância e deteção de intrusão e deteção precoce de incêndio.

Quais os testes realizados às amostras no laboratório?

Antes das células estaminais do sangue ou do tecido do cordão umbilical serem criopreservadas é feito um rigoroso controlo de qualidade.
À chegada ao laboratório as amostras são pesadas para aferir a quantidade de sangue e tecido do cordão disponíveis. De seguida as amostras são processadas e posteriormente faz-se a quantificação das células estaminais hematopoiéticas (no caso do sangue do cordão umbilical) e das células mesenquimais (no do tecido do cordão), e é testada a viabilidade celular (número de células vivas).São também feitos testes para saber se as amostras sofreram algum tipo de contaminação bacteriológica durante e após a recolha. São igualmente feitas análises por PCR e por Serologia ao plasma do sangue materno, assegurando em definitivo o estado da amostra no que diz respeito a eventuais contaminações com CMV, Sífilis, HBV , HCV e HIV I/II.

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Preço

O que é que acontece depois de eu solicitar o envio do kit de recolha do sangue e do tecido do cordão umbilical?

Ao solicitar o envio do kit de recolha de sangue e tecido do cordão umbilical terá de pagar 90 euros que custeiam o kit, o seu transporte e as despesas administrativas. Se por algum motivo não proceder à recolha do sangue e do tecido do cordão umbilical, não terá quaisquer outras obrigações perante a Crioestaminal. A 2ª prestação do serviço é cobrada apenas quando as amostras são criopreservadas com sucesso.

Os custos dos testes sanguíneos às doenças infeciosas estão incluídos no preço cobrado?

Sim, os testes serológicos e por PCR para despiste dos agentes infeciosos HIV I/II, CMV (IgM), Sífilis (VDRL), Hepatite B e C, realizados à amostra de sangue materno colhida na altura do parto estão incluídos no preço inicial.

Quanto é que me irá custar o prolongamento do período de armazenamento após o termo do período contratual acordado?

O valor a cobrar pelo prolongamento do período de armazenamento após tempo contratado será atualizado de acordo com os coeficientes de desvalorização da moeda, publicados anualmente.
Chegado o final do contrato o jovem adulto que tem as sua(s) amostra(s) guardadas na Criestaminal será contactado no sentido de optar por alargar o período de armazenamento mediante as condições da altura.

O que é que eu tenho de pagar se o armazenamento da amostra não for bem sucedido?

Se, por qualquer motivo, as células estaminais não puderem ser armazenadas, apenas será cobrado o valor do Criokit (90 euros). A segunda prestação do serviço não será cobrada.

Quanto custa o serviço?

Os valores apresentados pela Crioestaminal estão agora mais acessíveis. Todos os futuros pais poderão aderir ao SERVIÇO DE CRIOPRESERVAÇÃO com a qualidade Crioestaminal DESDE 1000€.
Caso pretendam guardar as células estaminais de ambas as fontes (SANGUE+TECIDO), poderão aderir desde 1700€.
As famílias que o pretendam têm a possibilidade de pagamento até 60 suaves mensalidades ou em 10X SEM JUROS.
Antes de aderir a qualquer um destes serviços deverá adquirir o Criokit, no valor de 90€, para a colheita de uma ou de ambas as amostras.
SERVIÇO COMPLEMENTAR GRATUITO
Como serviço complementar a Crioestaminal passou a incluir (desde 15 de fevereiro de 2012), sem custos adicionais, ACOMPANHAMENTO MÉDICO PERSONALIZADO e um APOIO AO TRATAMENTO no valor de 20.000€, para o caso de ser necessário utilizar as células estaminais do sangue do cordão umbilical . Saiba mais AQUI.

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Qualidade e Acreditação

O Criokit tem registo INFARMED?

Sim. O Criokit tem o registo SCI/001/10 do INFARMED.

O que significa o facto de a Crioestaminal ser autorizada pela ASST?

A Crioestaminal é autorizada pela Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST), um serviço central do Ministério da Saúde.
A ASST tem por objetivo “fiscalizar a qualidade e segurança da dádiva, colheita, análise, processamento, armazenamento e distribuição de sangue humano e de componentes sanguíneos, bem como garantir a qualidade da dádiva, colheita, análise, manipulação, preservação, armazenamento e distribuição de órgãos, tecidos e células de origem humana”, regulando estas atividades em Portugal, garantindo deste modo a qualidade do serviço prestado pela Crioestaminal.

O que significa NP EN ISO 9001:2008?

Trata-se de uma norma internacional que estabelece requisitos para a gestão de um sistema de qualidade. Uma empresa certificada por esta norma evidencia ter desenvolvido um sistema de gestão onde são controlados todos os seus processos, proporcionando um serviço cada vez melhor aos seus clientes e trabalhando no sentido de aumentar continuamente o seu grau de satisfação.

O que é a TÜV, e que ligação tem com a Crioestaminal?

A TÜV Rheinland é uma multinacional de origem alemã que presta serviços de inspeção e certificação de entidades. A TÜV gere-se por princípios de independência, imparcialidade e inovação. A TÜV atribuiu à Crioestaminal a certificação de Sistema de Gestão de Qualidade segundo a norma NP EN ISO 9001:2008.

Que empresas portuguesas de criopreservação de células estaminais são acreditadas pela AABB?

Em Portugal, e na Península Ibérica, apenas a Crioestaminal é acreditada pela AABB, fazendo parte do restrito grupo de apenas quatro empresas de criopreservação de células estaminais em toda a Europa a ter conquistado este certificado.

O que significa o facto de a Crioestaminal ser acreditada pela AABB?

A acreditação da AABB certifica que os nossos processos se apresentam em conformidade com as normas estabelecidas pela AABB no que diz respeito às fases de recolha, processamento, criopreservação, análise e distribuição das células estaminais do sangue do cordão umbilical.
Esta acreditação representa a mais importante distinção ao nível da qualidade que um laboratório de criopreservação de células estaminais pode obter. Para conquistar esta acreditação os bancos de criopreservação têm que obedecer a rigorosos critérios de qualidade e são sujeitos a uma avaliação feita por especialistas da AABB.

O que é a AABB?

A AABB é a Associação Americana de Bancos de Sangue, uma das duas entidades a nível mundial (juntamente com a FACT – Foundation for the Accreditation of Cellular Therapy) que estabelece e define critérios de qualidade específicos para o processamento e armazenamento de células estaminais do cordão umbilical.

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Mitos e factos

Mito 1: Impossibilidade de utilização autóloga (pelo próprio)

Uma criança nunca poderá ser tratada com as suas próprias células estaminais.

Em algumas situações clínicas o uso autólogo de células estaminais (células estaminais do próprio) não é recomendado. Quando por exemplo uma criança apresenta uma doença genética, como a anemia falciforme, não deverá usar as suas próprias células. Em alguns tipos de tumores, como algumas formas de leucemias que ocorrem nos primeiros anos de vida, o surgimento tão precoce de tal doença pode indicar uma componente genética da mesma. Por outro lado, para doenças adquiridas que não tenham uma componente genética, dispor de uma fonte de células estaminais autólogas “saudáveis” poderá ser útil. Já foi utilizado sangue do cordão umbilical autólogo em anemia aplástica adquirida e em tumores sólidos como neuroblastoma e retinoblastoma.

O transplante autólogo com células estaminais do sangue do cordão umbilical tem a vantagem de não apresentar risco de doença do enxerto contra hospedeiro (um dos riscos mais graves após transplantação).

As células do sangue do cordão umbilical apresentam um enorme potencial para serem usadas em medicina regenerativa e nestes casos as aplicações autólogos serão as preferenciais. Estima-se que no futuro um grande número de pessoas possa vir a beneficiar de aplicações das células estaminais na área da medicina regenerativa. Na área da medicina regenerativa a utilização de sangue do cordão umbilical autólogo em crianças com diabetes tipo 1 e paralisia cerebral (mais de 200 casos) tem contribuído para aumentar o número de aplicações.

Mito 2: Baixa probabilidade de uso das células estaminais

A probabilidade de uma família, sem história de cancro ou doença, vir a utilizar o sangue do cordão umbilical é tão baixa que não se justifica guardá-lo.

A história familiar não constitui um bom indicador de confiança, pois a maior parte das leucemias (doenças em que são mais comuns os transplantes com células estaminais) não são hereditários e as causas não são conhecidas.

De acordo com investigação recente, a probabilidade de uma pessoa , ao longo da sua vida, poder vir a fazer um transplante autólogo em algum dos tratamentos que atualmente se fazem com células estaminais hematopoiéticas é de cerca de 1:450. Por outro lado, a probabilidade de uma pessoa vir a precisar de um transplante hematopoiético autólogo ou alogénico ao longo da sua vida é de 1:200. Estas estimativas ainda não incluem as aplicações emergentes em áreas como a paralisia cerebral e a diabetes tipo 1. Estima-se que o progresso contínuo nos tratamentos médicos venha a aumentar em muito a probabilidade de uso das células estaminais do sangue do cordão umbilical ao longo da vida.

A terapia celular com células estaminais está a evoluir rapidamente, por isso é difícil prever com segurança as probabilidades de uma família vir a usar as células estaminais no futuro.

Mito 3: Perda de viabilidade das células após armazenamento prolongado

Depois de prolongado armazenamento, as células estaminais do sangue do cordão umbilical perdem viabilidade.

Não há evidências de que as células armazenadas em recipientes abastecidos por azoto líquido a -196ºC percam a sua viabilidade ou a sua atividade biológica. Deste modo, neste momento, não existe um prazo de validade que possa ser definido para as células do sangue do cordão umbilical continuamente guardadas nestas condições. Os dados científicos mostram que as células estaminais do sangue do cordão umbilical armazenadas por vinte e três anos têm as mesmas características que tinham aquando do seu armazenamento. Mas, à semelhança de outras células e tecidos, é provável que as amostras se possam manter criopreservadas por períodos bastante mais longos.

Mito 4: Amostras do banco público são suficientes para cobrir todas as necessidades

Não há necessidade de guardar o sangue do cordão umbilical do meu filho num banco privado porque posso usar o meu ou o de outra pessoa guardado num banco público.
Quando se doa ao banco público, se a amostra de sangue do cordão umbilical for elegível é guardada e fica internacionalmente disponível para qualquer paciente que dela precise, não se encontrando reservada para o próprio ou para a sua família. Por isso, se for necessária, não se pode assumir que ela se encontre disponível para a família que a doou.

Para que as famílias possam tomar uma decisão informada é importante compreenderem que nem todas as amostras doadas são guardadas. Uma grande percentagem das doações podem ser rejeitadas pelos bancos públicos baseadas na história familiar, história médica materna, volume de sangue colhido e exames à amostra de sangue materno. Só os bancos privados asseguram que o sangue do cordão umbilical é guardado e se encontra disponível para a família, em caso de necessidade.

As células estaminais de um familiar (de preferência um irmão) são geralmente a melhor opção de tratamento em situações em que é necessário fazer um transplante alogénico, uma vez que está associado a menos complicações, aumento da sobrevivência e melhor qualidade de vida após o transplante. Assim, embora os bancos públicos possam disponibilizar uma amostra adequada para o transplante, ela pode não ser a melhor. Para além disso, não há garantia de que uma amostra compatível esteja disponível num banco público. Muitos doentes não conseguem encontrar um dador compatível, especialmente aqueles que pertencem a minorias étnicas, por se encontrarem pouco representados nos bancos públicos.

Mito 5: A colheita de sangue do cordão umbilical é prejudicial ao bebé

O sangue do cordão umbilical é colhido depois do bebé nascer. Os procedimentos normais dos profissionais de saúde que assistem ao parto não se alteram em nada até à clampagem do cordão umbilical, independentemente de os pais pretenderem ou não que seja feita a colheita de sangue do cordão umbilical.
Durante o parto, os profissionais de saúde avaliam continuamente o bem-estar da mãe e do bebé e esse bem-estar será, sempre, naturalmente prioritário. Na esmagadora maioria dos casos, quando o parto decorre com toda a normalidade, a colheita de sangue de cordão é um procedimento simples e seguro, e evita que um bem único seja descartado como lixo biológico.

Se, no entanto, surgirem problemas ou situações mais complicadas, em que seja preciso dar assistência à mãe ou ao bebé, não se faz a colheita de sangue do cordão umbilical.

Esta colheita pode ser realizada “in utero” (antes da expulsão da placenta) ou “ex utero” (após a expulsão da placenta), com eficiência semelhante, desde que não passe demasiado tempo após a clampagem do cordão umbilical.

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Tecido do Cordão Umbilical

O que são células estaminais mesenquimais?

As células estaminais mesenquimais são células que têm a capacidade de se autorrenovarem e diferenciarem em várias linhagens, como cartilagem, osso e tecido adiposo, entre outras, podendo reparar diferentes tipos de tecidos que se encontrem danificados. Para além disso, como modulam a resposta imune (reação do sistema imunitário a um corpo estranho) poderão vir a ser utilizadas em simultâneo com transplantes hematopoiéticos, para ajudar a reduzir as complicações associadas aos transplantes.

Quais são as possíveis aplicações clínicas das células estaminais mesenquimais?

Por serem capazes de modular a resposta imune, as células mesenquimais podem ser utilizadas em simultâneo com transplantes hematopoiéticos, com o objetivo de reduzirem as complicações associadas aos transplantes alogénicos, aumentando a probabilidade de sucesso dos mesmos. Estudos recentes relatam a utilização experimental destas células em pacientes com a doença do enxerto contra hospedeiro, Lúpus e Esclerose Múltipla. Apesar da utilização das células mesenquimais do tecido cordão se encontrar em fase experimental, o potencial terapêutico das células mesenquimais do tecido cordão poderá estender-se a outras doenças, tais como diabetes tipo 1 e outras doenças autoimunes .

Porque razões se devem guardar as células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical?

O tecido do cordão umbilical é rico em células estaminais mesenquimais, podendo assegurar células para eventuais tratamentos futuros. Estas células poderão vir a ser utilizadas em simultâneo com transplantes hematopoiéticos, com o objetivo de reduzirem as complicações associadas aos transplantes alogénicos, aumentando a probabilidade de sucesso dos mesmos.

Como se processa a colheita do Tecido do Cordão Umbilical?

Depois do cordão umbilical do bebé ter sido clampado, cortado e desinfetado , e após a colheita do sangue do cordão umbilical, o profissional de saúde procede à colheita do maior fragmento de cordão umbilical possível, com um mínimo de 30 cm.
O fragmento do cordão umbilical é cortado e posteriormente deve ser feita a sua limpeza com um toalhete desinfetante , acompanhada de massagem suave para expulsão do sangue ainda existente no seu interior.
Depois, o cordão umbilical é colocado num recipiente próprio, devidamente identificado, sendo enviado para o laboratório da Crioestaminal, juntamente com o sangue do cordão umbilical, e o sangue materno, na bolsa hermética que faz parte do kit de colheita.
A colheita de tecido do cordão umbilical é segura para a mãe e para o bebé, podendo ser feita após parto vaginal ou cesariana.